quinta-feira, 25 de abril de 2013

sete8

A sete8 inteligência musical se dedica a pensar música e desenvolver atividades na área musical como curadoria artística (Studio SP e Riviera), construção de imagem, planejamento de carreira e assessoria de comunicação estratégica e especializada com atuação em espaços editoriais em mídias impressas e online, rádio e TV, desde 2005.

Criadora da sete8, a jornalista Fernanda Couto coordenou a comunicação de lançamentos de discos e artistas de destaque na atual música brasileira. Os álbuns “Nó na Orelha”, de Criolo; “Efêmera" e "Tudo Tanto", de Tulipa Ruiz; “Feito Pra Acabar”, de Marcelo Jeneci; "Berlim, Texas" e "Estrela Decadente", de Thiago Pethit; "Sweet Jardim" e "A Coruja e o Coração", de Tiê; "Kitsch Pop Cult", de Felipe Cordeiro, e "O Deus Que Devasta Mas Também Cura", de Lucas Santtana, são alguns dos títulos que chegaram ao mercado com sua estratégia de comunicação.
 
Como curadora musical, Fernanda promoveu em São Paulo, em casas como o Studio SP e Grazie a Dio! (nas lendárias segundas-feiras da casa entre 2005 e 2006), as primeiras temporadas paulistanas de shows de nomes como Cidadão Instigado, Céu, + 2 (Kassin, Moreno Veloso e Domenico Lancelotti), Hurtmold, Mombojó, Curumin, Eddie, Del Rey, Lulina, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci. No segundo semestre de 2013, passa a assinar curadoria musical semanal no Riviera, nova casa do empresário Facundo Guerra e do chef Alex Atala.

Além de participar ativamente, desde a inauguração, da escolha das atrações do Studio SP, considerado um dos principais espaços da nova música em São Paulo, a jornalista coordenou a divulgação da casa por quatro anos como assessora de imprensa. 

Sempre atenta à qualidade artística dos projetos que representa e divulga, a sete8 inteligência musical trabalhou ainda com o SESC Pompeia e divulgou projetos e shows importantes da rede SESC como Mulatu Astatke, Yusef Lateef, Pharoah Sanders, Arthur Verocai, Caixa Preta de Itamar Assumpção, Exploding Star Orchestra, Flying Lotus e os Festivais Indie Hip Hop (com Mos Def), SubRapCombo (com Anti-Pop Consortium) e Batuque (com Femi Kuti e Q-Tip). O Terno, Junio Barreto, Zé Miguel Wisnik, Hurtmold, Kassin, Arrigo Barnabé, Bixiga70, Jorge Mautner, BNegão e os Seletores de Frequência e Casa de Francisca são alguns nomes que também integram o currículo da sete8 inteligência musical.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

AMADO MAITA É HOMENAGEADO EM SHOWS NO TEATRO DO SESC PINHEIROS

Luisa Maita, filha do compositor, cantor e instrumentista, comanda apresentações, nos dias 16 e 17 de fevereiro, com participações de BNegão, Curumin, Tiganá, Ed Motta, Bruno Morais, Marcelo Maita e Laércio de Freitas

Com direção musical do arranjador Marcos Paiva, espetáculo revê o repertório do único disco de Amado, homônimo e lançado em 1972, e ainda traz canções inéditas (resgatadas pela filha e arranjadas por Paiva) amparado por um sexteto de jazz com piano, baixo, bateria, trompete, trombone e sax 


Há algo de misterioso e profundo no único LP lançado por Amado Maita (1948-2005), pela gravadora Copacabana, em 1972. Algo no cruzamento de jazz elevado e samba espiritual, nas composições existenciais (muitas com letra do parceiro Zé Wilson Lopes), na gravidade e beleza da voz de Amado, no coração que coloca em cada interpretação. Gravado em quatro canais, em 16 horas, no Estúdio B da Gazeta, na avenida Paulista, quando Amado tinha 23 anos, o álbum é um clássico sui generis de samba-jazz em plena era fusion, com suas canções intensas e belas, políticas e sensíveis, e a participação de bambas do improviso brasileiro como o baterista Edison Machado, o pianista Mozar Terra, o flautista Ion Muniz e o percussionista baiano Anunciação.

Lançado com poucas cópias e pouco distribuído, sem críticas em jornal ou execuções em rádio, jamais apresentado ao vivo, o álbum logo espalhou-se como lenda entre apaixonados por discos com alma. Quarenta anos depois, como um segredo que se revela aos poucos, continua inspirando músicos, cantores, compositores, pesquisadores, DJs, colecionadores de vinil e baixadores de música, em conversas, audições, cópias passadas de mão em mão e por dezenas de blogs e sites, eterna boa nova, à frente de sua época e fora de seu tempo cronológico, som atemporal.

Nos dias 16 e 17 de fevereiro de 2013, pela primeira vez, o álbum é apresentado ao vivo, trazendo sua música e ideias para novos contextos, com direção artística de Ronaldo Evangelista e reinterpretação das canções de Amado por Luisa Maita e os convidados de voz grave e suingue sério Ed Motta, Tiganá Santana, Bruno Morais, Curumin e BNegão, em um ambiente jazzístico com acompanhamento do sexteto MP6, formado por Marcos Paiva (contrabaixo e direção musical), Edinho Santana (piano), Daniel de Paula (bateria), Daniel D'Alcântara (trompete), Jorginho Neto (trombone), Cássio Ferreira (sax alto) e participação de Chrystian Galante (percussão), do maestro Laércio de Freitas (piano) e do irmão de Amado, Marcelo Maita (piano elétrico).

Nascido no Bixiga, Amado cresceu vendo a Vai-Vai passar na porta de sua casa. Com ouvido abençoado, noção harmônica sofisticada e voz mágica, desde adolescente tocava, cantava, compunha sambas especiais e temas evoluídos, fã de John Coltrane e Miles Davis, Tom Jobim e Moacir Santos. Mestre do ritmo, depois de uma temporada em Paris em 1975, Amado começou a tocar percussão e em pouco tempo virou um dos principais bateristas da cena jazz de SP. Entre o Olimpo e a rua, o solo improvisado e o cordão passando pelo Bixiga, Amado deixou para nós um LP obra-prima, um punhado de incríveis canções inéditas, participações em alguns discos como baterista e mil histórias de amizade, sons, inspiração, carinho, amor. Pequena obra gloriosa, grande ser humano.

REPERTÓRIO

Cemitério dos vivos (Amado Maita/José Wilson Lopes) | Gestos (Amado Maita/José Wilson Lopes) | Samba de amigo (Amado Maita/José Wilson Lopes) | Fui! (Amado Maita/Daniel Taubkin) | Não me diga adeus (Paquito/Luiz Soberano/João Correia da Silva) | Contradança (Amado Maita/Mauricio Silva) | Sabe você (Carlos Lyra/Vinicius de Moraes) | Os mergulhadores (Amado Maita/José Wilson Lopes) | Mariana (Amado Maita) | Reflexão (Amado Maita) | Piedade (Miguel Antonio/Lindolfo Lage) | Para Manuel Bandeira (Amado Maita/Wolney de Assis) | O monstro verde do mal (Amado Maita/José Wilson Lopes) | O nome da flor (Amado Maita) | Estácio (Amado Maita/Wolney de Assis

SERVIÇO:
HOMENAGEM A AMADO MAITA COM ED MOTTA, LAÉRCIO DE FREITAS, TIGANÁ SANTANA, BRUNO MORAIS, CURUMIN, BNEGÃO E LUISA MAITA
16/02 (SÁBADO), às 20h, e 17/02 (DOMINGO), às 18h.
SESC Pinheiros         
Teatro Paulo Autran
Ingressos: R$ 32,00 [inteira]; R$ 16,00 [usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante], e R$ 8,00 [trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos

assessoria de imprensa:
Fernanda Couto

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

CRIOLO E EMICIDA APRESENTAM-SE JUNTOS NO ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO


foto: Ênio Cesar

Show será realizado no dia 25 de janeiro, às 17h,
no Vale do Anhangabaú, em São Paulo


Depois de conquistar repercussão efetiva seguida de prêmios, palcos, público e festivais por todo país e também internacionalmente nos últimos dois anos, o rap atingiu um patamar até então inédito no cenário musical brasileiro. Dois artistas do gênero, que, certamente, foram os grandes destaques da música neste período, Criolo e Emicida unem-se no palco com seus repertórios em show especial, que tem como base a banda que acompanha Criolo com direção musical de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral.

Aos 37 anos, 24 deles dedicados ao rap, Kleber Gomes, o Criolo, lançou seu primeiro álbum de canções, “Nó na Orelha”, em maio de 2011, com apoio da Matilha Cultural. Compositor de canções contundentes e letras bem construídas, destila versos habilidosos como MC, sem necessariamente utilizar-se de rimas para tal, e profere vocais que surpreendem pela beleza e versatilidade. Paulistano nascido no bairro de Santo Amaro e criado no Grajaú, Criolo mune-se de agressividade, humor e delicadeza para criar seu “Nó na Orelha”. Com igual domínio compõe e entoa genêros diversos como samba, afrobeat, bolero, reggae, rap e romântico. Desde o lançamento do disco, o MC, cantor e compositor já apresentou o repertório de seu premiado álbum em mais de 100 shows realizados no Brasil e em outros onze países. Depois de passar por Buenos Aires, na Argentina, e Nova York, nos Estados Unidos, tocou ao lado do ícone do ethio-jazz Mulatu Astatke em Londres, cativou platéias de todas as idades em Paris, Milão e Roma e integrou o line-up de um dos maiores festivais de música do mundo, o Roskilde, na Dinamarca. Apresentou-se pela primeira vez em Los Angeles e voltou a Nova York, dessa vez para tocar no festival Summer Stage, no Central Park, onde encerrou sua primeira e elogiada turnê internacional. A segunda turnê for a do Brasil, realizada em novembro e dezembro de 2012, passou por onze cidades em países como Alemanha, França, Inglaterra, Suiça, Bélgica, Portugal e Países Baixos.

Emicida surgiu no cenário rap em 2006. O talento fez com que se destacasse e logo se tornasse um nome conhecido na cena paulista. Em 2008, lançou o primeiro single, “Triunfo”, e assim estava dado o primeiro passo de uma trajetória que poucos anos depois levaria o MC mundo afora. Em 2009, veio a primeira mixtape, “Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até que eu Cheguei Longe”. Prensado em esquema caseiro e comercializado a R$ 2, o trabalho vendeu em poucos meses mais de 10 mil cópias. Assim, fez o nome do rapper correr todo o país, estampando capas dos principais jornais e revistas e dando a Emicida a chance de levar suas rimas a programas de televisão populares, de alcance nacional. Em 2010, em meio a shows por todo o Brasil, o MC colocou nas ruas outras duas mixtapes – “Sua Mina Ouve Meu Rep Tamem” e “Emicídio”. No ano seguinte, nos EUA, durante  uma tour que começou pelo festival Coachella, na California, gravou o EP “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa”, idealizado ao lado dos produtores K-Salaam e Beatnick. E 2011 ainda reservaria ao MC a chance de se apresentar em festivais como SWU e Rock in Rio. Em maio de 2012 foi a vez de subir ao palco do festival Sónar e o mês acabou com o lançamento do game “Max Payne 3”, da produtora Rock Star, com trilha sonora oficial do rapper. No fim de junho, embarcou para sua primeira turnê pela Europa, com shows no festival Back2Black, em Londres; no Montreux Jazz Festival, na Suíça; e em Berlim. De volta ao Brasil, mais um prêmio: “Melhor Música” no VMB 2012, e uma indicação no EMA (Europe Music Awards).

Vindos de regiões opostas da cidade de São Paulo (Criolo da Sul e Emicida da Norte), encontraram-se na Rinha dos MC's, festa-batalha organizada por Criolo e DJ DanDan desde junho de 2006. Na ocasião do encontro,  Criolo era o apresentador do evento e Emicida, um dos concorrentes na competição. Emicida venceu 14 edições da tradicional batalha de rimas e chamou a atenção de Criolo por sua criatividade e agilidade na construção de texto. De lá pra cá, os dois MCs seguiram caminhos paralelos que se cruzam na militância na cena de rap no Brasil. No começo do ano, atuaram juntos no videoclipe de "Então Toma" de autoria de Emicida, que foi eleito o melhor clipe pelo júri especializado do MTV Video Music Brasil, que também entregou a Emicida o prêmio de artista do ano. Na mesma premiação, Criolo subiu ao palco três vezes para receber os prêmios de Revelação, Melhor Disco e Melhor Música de 2011. Juntos também foram destaques no prêmio da Bravo!, no qual Emicida foi o vencedor na categoria Melhor Disco Popular do ano e Criolo na de Melhor Show. A dupla se prepara ainda para lançar um DVD do show compartilhado, no primeiro semestre de 2013. O registro, gravado no ano passado no Espaço das Américas, em São Paulo, contou com participação especial surpresa de Mano Brown.

assessoria de imprensa Criolo:
Fernanda Couto

sete8 inteligência musical

assessoria de imprensa Emicida:
Marina Santa Clara Y. Feliciano

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

THIAGO PETHIT LANÇA DISCO “ESTRELA DECADENTE” NO RIO DE JANEIRO

Thiago Pethit por Caroline Bittencourt

Com produção de Kassin e participações de Mallu Magalhães e Cida Moreira, álbum autoral traz letras em português e inglês, parceria com Hélio Flanders e versão de “Surabaya Johnny”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

No palco do Solar de Botafogo, Pethit se apresenta acompanhado por sua banda, formada por Guga Machado (bateria e percussão), Camila Lordy (piano, acordeon e percussão), Pedro Penna (violão, ukulele e guitarra) e Ana Elisa Colomar (cello, flauta transversal e clarinete).

Álbum está disponível para download na íntegra aqui


Boca borrada de batom, que sustenta ao canto o final de um cigarro, e olhos velados por uma tarja-título em escaldantes letras douradas (técnica gráfica luxuosa conhecida, não por acaso, como hotstamp). Assim, Thiago Pethit ilustra a capa de “Estrela Decadente”, seu segundo disco, totalmente independente e disponível na íntegra para download. Com nove faixas, sendo oito autorais e uma versão de “Surabaya Johhny”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, o álbum produzido por Kassin inaugura novos e mais amplos lugares para a música de Pethit.

Se em seu álbum de estreia, “Berlim, Texas” (2010), o compositor encontrava o tom de sua voz e situava-se em um ponto particular do mapa-múndi, no segundo trabalho perder-se por aí para correr perigo. Para acompanhá-lo,elege como seu bande à part, além deKassin e dos músicos Stephan San Juan, Pedro Penna e Camila Lordy; a dama  indigna Cida Moreira, que encarna a versão madura da mocinha de Brecht e Weill; a musa Mallu Magalhães, que leva sua doçura para “Perto do Fim”, e a diva Renata Bastos, sua Candy Darling da noite paulistana. Elenco reunido também em ensaio inspirado nos murais fotográficos do americano Richard Avedon, clicado por Gianfranco  Briceno. As imagens renderam o poster encartado no álbum e uma série de posteres que estará à venda nos shows da turnê.

Uma ode cintilante e suntuosa à decadência, o novo álbum atualiza o cabaré de Pethit, que, ao lado do produtor musical Kassin e do diretor dearte Pedro Inoue, constrói um discurso estético contundente. Em “Estrela Decadente”, Pethit assume voz, postura e sentimentos da persona que permeia toda a produção, um dândi que se apresenta frontalmente, também em discursonarrativo, na faixa “Dandy Darling”, parceria com Rafael Barion. Mas, mais do que nas letras, compostas ora em português, ora em inglês ou em ambas as línguas, as mensagens surgem nas escolhas estéticas, uma marca do artista que neste segundo álbum tornam-se quase uma obsessão.

Na maioria das faixas, as influências sonoras passeiam por referências dos anos 1930 e 1960, contemporaneizadas por programações com samples, loops e ruídos digitais que se misturam aos outros instrumentos. Aaura rock n` roll envolve faixas como “Moon”, “Dandy Darling”, “Devil in Me” e a faixa-título, inspirada na atriz Greta Garbo. Todo autoral, com exceção de “Surabaya Johnny”, o disco retoma parceria com Helio Flanders em “Devil in Me”. Com introdução de piano melotron, que anuncia o mantra demoniaco em clima dramático de filme noir, a faixa bluesy traz vocais sensuais que flertam com a psicodelia. Uma raridade, o melotron de 1960 conservado no estúdio do produtor Apolo 9, é o mesmo usado nos discos dos Mutantes.

Faixa mais crua do disco, “Haunted Love”, traz arranjo marcado por voz, batida de sapato no chão e um grandioso coro, que remete aos grupos vocais dos anos 1950 1960. Única faixa gravada quase que inteiramente ao vivo, teve coro e voz principal captados ao mesmo tempo em cabines diferentes.

A escolha de uma canção de Brecht e Weil para fechar o disco é emblemática. Referência para obras de artistas comoDavid Bowie, Lou Reed, Nick Cave e Tom Waits, os autores alemães se mostrambastante atuais e provocativos. “Surabaya Johnny”, única regravação do disco, é uma canção de amor da peça teatral de cabaréHappy End, de 1929.Conta a história de uma garota de 16 anos que, iludida por um marinheiro, élevada por ele até Surabaya, uma ilha da Indonésia, onde é cruelmente abandonada. O arranjo se distancia da realidade e traz Pethit como a garota ingênua na juventude e Cida como a mesma garota anos depois, sozinha em Surabaya.

O projeto gráfico tem direção de arte e design de Pedro Inoue, diretor criativo da revista canadense AdBusters que tem em seu currículo capas de discos de David Bowie e Jamie Cullun. A arte visual de "Estrela Decadente" é inspirada em figuras icônicas como Andy Warhol, James Dean e Greta Garbo.

Sobre Thiago Pethit - O disco de estreia de Thiago Pethit, “Berlim, Texas” (2010), traz onze faixas, todas autorais, com produção de Yury Kalil (Cidadão Instigado) e direção artística de Jackson Araújo. No primeiro álbum, antecedido pelo o single “Fuga No 1” (2009) e pelo EP “Em Outro Lugar” (2008), a construção musical acompanha a simplicidade das letras confessionais e diretas, em português, inglês ou francês, que fogem de rimas elaboradas etermos rebuscados. Com performances acústicas em que todos os instrumentos são tocados analogicamente pelos músicos no estúdio, sem interferências de bases eletrônicas, ruídos foram registrados propositalmente pelos microfones no disco.

Com formação em artes cênicas, Pethit estudou canto e composição em Buenos Aires e Paris. A transição do teatro para a música é definitiva para o desenho de seu estilo musical, que resgata elementos do universo do cabaré alemão dos anos 1930, com foco em autores/ compositores como Bertolt Brecht e Kurt Weill.

A estreia musical de Pethit no palco, para apresentar oficialmente suas canções, foi no Studio SP, em 2008, na abertura do show do compositor folk norte-americano Bonnie Prince Billy (Will Oldham). Depois de uma temporada de shows lotados na casa, o cantor abriu os shows de Jens Lekman, no projeto Invasão Sueca. Desde o lançamento de seu disco de estreia ganhou o prêmio Aposta MTV no VMB 2010 e levou seu show a  diversas cidades brasileiras e a países como Argentina e Portugal. Em 2011, participou do disco de Rodrigo Leão, fundador de uma das bandas portuguesas de maior projeção mundial, Madredeus. Além de gravar com o compositor, Pethit excursionou com o projeto de Leão, que já contou com nomes como Beth Gibbons (Portishead) e Stuart Stapples (Tindersticks).


SERVIÇO
Thiago Pethit lança disco "Estrela Decadente" no Solar de Botafogo
24/01, quinta-feira, às 21h30
Solar de Botafogo
Rua General Polidoro, 180 - Botafogo,
Tel.: +55 21 2543 5411
Ingressos: R$ 50 inteira e R$ 25 estudante ou senior.

assessoria de imprensa:
Fernanda Couto
sete8 inteligência musical

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CRIOLO LANÇA VÍDEO “NÓ NA ORELHA AO VIVO” EM SEU SITE

 Com direção de Paula Lavigne e Fernando Young, registro do primeiro show do cantor e MC no Circo Voador – que teve ingressos esgotados e entrou para a história da célebre casa de shows carioca – será disponibilizado online em janeiro, na íntegra, para download gratuito

O vídeo de “Grajauex” entra no ar nesta sexta-feira (11/01)

A estréia de Criolo no palco do Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 2012, contou com a companhia atenta do público que lotou a casa e entoou calorosamente todas as músicas e de sete câmeras de vídeo. O resultado do registro, com direção de Paula Lavigne e Fernando Young e edição de Henrique Alqualo, poderá ser conferido gratuitamente, em janeiro, no site do compositor. “Criolo é um artista tão interessante, talentoso e carismático que quando resolvemos em cima da hora registrar o show do Circo Voador, foi imediata a adesão da equipe de cinema. Todos toparam trabalhar sem nenhum dinheiro para serem pagos posteriormente. E acho que todos ficaram felizes!”, conta Paula, que coordenou a ação.

Assim como o álbum “Nó na Orelha”, o vídeo do show “Nó na Orelha ao Vivo” será disponibilizado na íntegra e também faixa a faixa para player ou download gratuito. A novidade, motivada pelos inúmeros e-mails recebidos pelo artista na ocasião do lançamento online do álbum, fica por conta do “pague quanto quiser” que torna possível colaborar com o projeto com a quantia desejada por sistemas como Pagseguro e PayPal.

O vídeo de “Grajauex” entra no ar nesta sexta-feira (11/01). As imagens da música “Sucrilhos” já estão no ar. O lançamento do material completo será realizado até o final do mês. Neste fim de semana, Criolo volta ao Circo Voador para duas apresentações, nos dias 11 e 12 de janeiro.

Ficha Técnica “Nó na Orelha ao Vivo”
Gravado em HD pela NATASHA PRODUÇÕES E FILMES no CIRCO VOADOR / RJ em 04/02/2012.
Direção: Paula Lavigne e Fernando Young
Direção de Fotografia: Fernando Young
Operadores de câmera: Gustavo Pessoa,
Felipe Lima, Fernando Young, Alexandre Lima
Henrique Alqualo, Márcio Menezes e Araken Dourado
Edição: Henrique Alqualo
Produção: Lili Nogueira
Assistente de Direção: Gigi Soares
Logger: António Equi
Captação de áudio: Pedro Garcia
Mixagem: Fernando Sanches

Criolo (voz)
DJ Dan Dan (voz)
Daniel Ganjaman (teclados e direção musical)
Marcelo Cabral (baixo e direção musical)
Maurício Bade (percussão)
Guilherme Held (guitarra)
Thiago França (flauta)
Sérgio Machado (bateria)
Gustavo Sousa (trompete)
Anderson Quevedo (sax barítono e flauta)
*participação de Duani Martins (cavaco) em "Linha de Frente"

Músicas:
1- Mariô (Criolo/ Kiko Dinucci)
2- Sucrilhos (Criolo)
3- Subirudoistiozin (Criolo)
4- Samba Sambei (Criolo)
5- Freguês da meia-noite (Criolo)
6- Não Existe Amor em SP (Criolo)
7- Lion Man (Criolo)
8- Grajauex (Criolo)
9- Linha de Frente (Criolo)
10- Bogotá (Criolo)
11- Vasilhame (Criolo)

“Nó na Orelha” – Desde o lançamento do disco “Nó na Orelha”, em maio de 2011, o MC, cantor e compositor Criolo já apresentou o repertório de seu premiado álbum em mais de 100 shows realizados no Brasil e em outros onze países. Depois de passar por Buenos Aires, na Argentina, e Nova York, nos Estados Unidos, tocou ao lado do ícone do ethio-jazz Mulatu Astatke em Londres, cativou platéias de todas as idades em Paris, Milão e Roma e integrou o line-up de um dos maiores festivais de música do mundo, o Roskilde, na Dinamarca. Apresentou-se pela primeira vez em Los Angeles e voltou a Nova York, dessa vez para tocar no festival Summer Stage, no Central Park, onde encerrou sua primeira e elogiada turnê internacional. Sua segunda turnê fora do Brasil, realizada em novembro e dezembro de 2012, passou por onze cidades em países como Alemanha, França, Inglaterra, Suiça, Bélgica, Portugal e Países Baixos.

Os shows de Criolo têm direção musical de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, também produtores do disco. No palco, Criolo apresenta-se acompanhado de sua banda, que conta com os produtores Daniel Ganjaman (teclados) e Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico) e Guilherme Held (guitarra), Maurício Badé (percussão), Thiago França (sax tenor e flauta), DJ Dan Dan (voz) e Sérgio Machado (bateria).

O repertório do show conta com canções do álbum “Nó na Orelha”, um dos mais comentados e premiados discos de 2011: “Bogotá”, que celebra a influência da música africana com sax tenor de Thiago França; o clássico imediato “Não Existe Amor em SP”, que exibe poesia e interpretação que não deixam dúvidas a respeito da força da composição e da garganta de Criolo; “Freguês da Meia-Noite”, samba canção acirrado por arranjo de cordas certeiro e um dos hits dos shows; “Sucrilhos”, que ressurge com novo arranjo para os já conhecidos versos “Pode colar mas sem arrastar. Se arrastar, favela vai cobrar. Acostumado com Sucrilhos no prato, morango só é bom com a preta de lado”. “Subirudoistiozin”, “Lion Man“ e “Grajauex” completam a lista de raps defendidos pelo MC no palco.

Totalmente autoral, “Nó na Orelha” traz dez faixas com produção de Daniel Ganjaman (ex-Planet Hemp e produtor de discos de nomes como Nação Zumbi e Sabotage ) e Marcelo Cabral. O álbum foi gravado e mixado em 2010 por Daniel Ganjaman e masterizado por Fernando Sanches no estúdio El Rocha (gravações adicionais estúdio Fine Tuning).

Sobre Criolo - Aos 37 anos, 25 deles dedicados ao rap, Kleber Gomes, o Criolo, lançou seu primeiro álbum de canções, “Nó na Orelha”, em maio de 2011, com apoio da Matilha Cultural. Criolo é multi-talentoso. Compositor de canções contundentes e letras bem construídas, destila versos habilidosos como MC, sem necessariamente utilizar-se de rimas para tal, e profere vocais que surpreendem pela beleza e versatilidade.

Paulistano nascido no bairro de Santo Amaro e criado no Grajaú, Kleber Gomes mune-se de agressividade, humor e delicadeza para criar seu “Nó na Orelha”. Com igual domínio compõe e entoa genêros diversos como samba, afrobeat, bolero, reggae, rap e romântico. Criador da Rinha dos MCs, uma das festas mais autênticas do hip hop dedicada às batalhas de improvisação, Criolo não deixa de representar sua raíz musical em “Nó na Orelha”.

O MC escreveu seu primeiro rap aos onze anos e sua primeira canção aos 25.  “Ainda há Tempo”, seu primeiro registro em estúdio, em 2006, trazia apenas uma canção, ''Aprendiz''. Mesmo sem lançamento oficial, a tiragem de mil unidades esgotou em poucos dias. Apreciador de sambas e fados e compositor compulsivo, Criolo aguardava a oportunidade de apresentar suas canções em um disco produzido de modo diferente do consagrado pelos talentosos beat-makers de seu universo.

Com apoio do centro cultural independente sem fins lucrativos Matilha Cultural - que viabilizou a produção de “Nó na Orelha” - conheceu Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral. O processo de gravação e produção do disco aproximou Criolo de uma nova cena e rendeu inclusões de suas músicas nos discos do produtor Gui Amabis (Memórias Luso Africanas) e do projeto 3 na Massa, ainda inédito, e uma interpretação sensível da canção "Ribeirão", no disco Bahia Fantástica, de Rodrigo Campos. “Nó na Orelha” foi editado em vinil e CD, com arte de Ricardo Fernandes na capa. A edição em CD traz uma versão dub, remix de Daniel Ganjaman, da música “Samba Sambei” como faixa bônus..

“Nó na Orelha” foi lançado na Europa em junho de 2012 pela Sterns Music, gravadora baseada em Londres desde 1983 e especializada em títulos de música africana, que, entre outros, lançou o cultuado álbum “Mama Afrika” de Miriam Makeba. O catálogo da Sterns conta com mais de 3 mil álbuns, entre eles os brasileiros “Beleza! Beleza!! Beleza!!!”, do Trio Mocotó, e “Rádio S.AMB.A.”, da Nação Zumbi.

assessoria de imprensa:
Fernanda Couto

 


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RAFAEL CASTRO LANÇA DISCO “LEMBRA?”, QUE COROA EXTENSA OBRA AUTORAL DIGITAL


Primeiro álbum lançado em CD do compositor paulista amadurece as diversas fases criativas de sua produção – que conta com mais nove registros, entre EPs e discos digitais – em 14 faixas inéditas com participações de Pélico, Tulipa Ruiz, Leo Cavalcanti, Christian Camilo e Maurício Pereira

Show de lançamento será realizado dia 04 de novembro, de graça, no Itaú Cultural, em São Paulo, com participações de Tulipa Ruiz e Maurício Pereira

Disco será lançado em formato digital no dia 2 de outubro com download gratuito no site do artista


capa Lembra?
Com nove registros, entre EPs e discos digitais, em seu HD autoral, Rafael Castro, compositor de Lençóis Paulista, cidade do interior de São Paulo, lança seu primeiro álbum, “Lembra?”. Com heranças sonoras autorais bem costuradas, as 14 faixas inéditas representam o amadurecimento da obra do compositor de 26 anos, que encabeça a facção mais, digamos, azeda, da novíssima geração do rock nacional, integrada por nomes como o trio O Terno.  

Provocativo, Rafael aborda com sua visão pouco usual temas como a miséria, a doença, o lixo ou desastres naturais em suas composições. Cronista psicológico, Rafael Castro trata com naturalidade e tranquilidade situações tidas como polêmicas. Imbuído de angústia e contestação, o compositor tira o peso das coisas, assumindo uma postura anti-sensacionalista, e cria sem pretensão de alcançar o belo. É humano e cheio de sombras.

Para gravar “Lembra?”, Rafael assume guitarra, baixo, bateria, teclado e efeitos. Ou seja, todos os instrumentos do disco. Nos shows da turnê “Lembra?”, o compositor se apresenta acompanhado de Fabiano Boldo (baixo), Filipe Franco (guitarra) e Ítalo Ribeiro (bateria). A apresentação de estreia será gratuita, no auditório do Itaú Cultural, dia 4 de novembro, com participações de Maurício Pereira e Tulipa Ruiz. O disco será lançado em formato digital no dia 2 de outubro para download gratuito no site do artista.

Em sua extensa discografia online, toda disponível em seu site, o compositor paulista navega por fases criativas e estéticas bem definidas em seus nove lançamentos anteriores a “Lembra?”. No início de sua carreira, Rafael era obcecado por arranjos rebuscados. No passo seguinte, desfoca a lisergia instrumental e passa a dedicar-se a canções, letras e simplificação dos arranjos. Não por acaso, nesta época, buscava inspiração em discos como ”Aprender a Nadar”, de Jards Macalé; “Jóia”, de Caetano Veloso, e “Expresso 2222”, de Gilberto Gil. São desta fase, os discos "Amor, Amor, Amor" (2008) e "Maldito" (2008). Neste mesmo ano, com a publicação da obra no Myspace, vieram os primeiros shows e a banda passou a tocar no circuito universitário e independente, clubes underground de SP e casas de show pelo Brasil, atividades que trouxeram os garotos para tentar viver na capital.

Sem ironia ou brincadeira, explora os extremos das temáticas do bucolismo e da raiva nos álbuns digitais "Raiz" (2009) e "O Estatuto do Tabagista" (2009). Fruto da desilusão da vida paulistana e das saudades do Jeca, “Raíz” traz sonoridade orgânica, sem bateria e guitarra, apenas com percussões, viola, violão, cavaquinho e sanfona. Um disco positivo, bucólico e nostálgico em contrapartida com o elétrico, raivoso e distorcido "O Estatuto do Tabagista" (2009), lançado simultaneamente.

Primeiro álbum a contar com uma edição em CD, “Lembra?” traz traços dos seis anos de carreira de Rafael Castro, amadurecidos em um disco que cristaliza esses experimentos e que “de tão sólido é físico”, brinca o compositor.


Sobre Rafael Castro
Depois de mudar algumas vezes de cidade, tocar pra Jesus Cristo na igreja quando ficou doidão com síndrome do pânico, tocar em banda cover da escola e todas essas coisas, Rafael Castro voltou a morar em Lençóis e começou a gravar as primeiras músicas que viriam a se tornar o repertório do seu show.

Lançou no Myspace, lá por 2007, quatro discos de uma vez, todos gravados em sua casa, com recursos semi-artesanais, tocando todos os instrumentos em todas as faixas (como continua fazendo até hoje). Depois de circular um pouco esse material entre os conhecidos até chegar a muitos desconhecidos, surgiu a necessidade de montar um grupo pra tocar: Os Monumentais.

No final de 2008, resolveram mudar para São Paulo e viver de música. Moravam em 5 ou 6 numa quitinete emprestada e disseminavam CD-Rs com capinhas artesanais em busca de público e show. Depois de uns dois meses, não arrumaram show nenhum e Castro acabou voltando pra casa e gravando o disco “Raiz”. Em 2009, o compositor vence um concurso nacional da Trama e toca na capital pela primeira vez.


Numa das primeiras iniciativas crowdfunding brasileira, realizada em março de 2010, Castro fez uma  sequência de dez shows na região Sul, em uma turnê patrocinada pelos fãs. No mesmo ano fez mais de vinte shows de rua, com gerador de energia em praças, calçadas e lugares abandonados, no esquema guerrilha, o que gerou diversas matérias em blogs e jornais.

Já em 2011, Rafael foi um dos organizadores das famosas festas no Ap80, em São Paulo, onde além de tocar diversas vezes, promoveu apresentações de importantes artistas e bandas independentes da atual cena brasileira, como Curumin, Leo Cavalcanti, Filipe Catto, Bluebell, Barbara Eugênia e Tulipa Ruiz.

Lançou no final de 2011 o EP “RC Canta RC” com versões de Roberto Carlos, pela Traquitana Discos, sendo um dos recordistas de download do selo.

Rafael Castro está presente nas coletâneas “New Sounds of São Paulo”, do portal Sounds and Colors (UK), “Dossier Ciudade Y Cultura: São Paulo”, da revista Zona de Obras (Espanha) e “Re-trato, Los Hermanos” do site Musicoteca. Tem quatro clipes lançados e exibidos em emissoras de TV como MTV, Vh1, Multishow e na internet: “Quer Dirigir O Ônibus da Minha Banda no Ano Que Vem?”, “Apagada a Luz”, “Ultrapassa, Pai” e “Lixo”, canção que está presente no disco novo. Recentemente, gravou canções para o videocast francês La Blogothéque, a serem lançadas ainda este ano.

Até o momento, Rafael tocou em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e em diversas cidades do interior do Sul e Sudeste. Apresentou-se no Festival Psicodália (SC), Cena Musical Independente (SP), Circo Voador (RJ), Virada Cultural Paulista, SESC Pompeia, SESC Santana, Studio SP e Teatro Renascença (POA).

Como instrumentista tocou no Festival Planeta Terra com os “Novos Paulistas” e em diversos shows com Pélico e Tulipa Ruiz. Produziu os dois EPs do Cleiton Rolo, além do EP “Retalho” do Fast Food Brazil. Também participou como convidado de shows das bandas Los Pirata e O Terno.

Além de tocar todos os instrumentos e produzir os seus próprios discos, o artista também se aventura na luthieria. Construiu sua primeira guitarra, intitulada Alemão 1, que usará na turnê de “Lembra?”.


“Lembra?” faixa a faixa por Rafael Castro

1. Você sabe como é: O disco começa com aquele som de aplausos frenéticos, dando um clima de coisa popular e animada, fazendo uma brincadeira com o que vem a seguir: a história do personagem que encontra o seu antagonista, um pedinte. Escolhi essa canção para abrir o disco marcando uma posição contrária ao que tem rolado nos dias de hoje. Como a gente costuma brincar, “chega de alegria”.

2. Surdo-mudo: Fiz essa música há uns bons anos e ela tinha ficado esquecida lá atrás, mas depois de ouvir de novo durante a escolha do repertório desse disco, percebendo que a poesia pudesse falar pra toda a sociedade na sua surdez e mudez, ela ficou muito maior e necessária.
Muito me interessa a metáfora entre a deficiência e nós, que ficamos cada vez mais inaptos a nos sensibilizar, agredir, incomodar, reclamar e, por que não, ouvir.

3. Talvez: É a canção pop romântica no disco, que assim como em todos os outros álbuns, reserva um espaço para uma ilha de amor. Fizemos (a jornalista Bibi Monteiro e eu) essa canção que soa suave dentro do disco, falando dessa coisa toda de insegurança. Ficar suspenso no ar e não acontecer nem o sim, nem o não, como se a própria música ainda estivesse tentando conquistar o personagem através dos galanteios, dos sussurros e tudo mais.

4. Haiti (participação especial: Christian Camilo): Quando tremeu o chão lá no Haiti e as televisões ficavam explorando a miséria da situação eu estava num exercício de não me abalar com coisa nenhuma, que foi violado. Esse desconforto de se sentir abalado e precisar comentar com alguém que eu me abalei era curioso. Ficava pensando que era um assunto besta no fim das contas porque eu ia dizer que “era foda” e o coleguinha diria “é foda”. Desastre natural é uma coisa sem cabimento mesmo.

5. Pra vender mais, agradar mais, se falar mais: Acompanhando a evolução da técnica e do conteúdo do cinema pornográfico, vemos que o pessoal anda cada vez mais agressivo em toda a cadeia, da produção ao consumo. Com essa coisa do Full HD a gente pode constatar além de um grande zoom no fetichismo e na própria anatomia dos atores, um zoom na perversão do expectador. Os americanos são uns loucos e sabem ganhar dinheiro com esse impulso aí da violência que a gente precisa ficar descarregando. Daí veio a idéia central dessa questão em que um lado puxa o outro. A galera sempre quer ver algo mais e eles sempre têm algo além pra vender.

6. Os meus doces são meus doces: Ganhou o doce e foi comer sozinho. Desse princípio básico da sobrevivência carregado pra sociedade e reforçado pelo capitalismo até hoje, temos esse breve pensamento cantado com a agonia dos milênios.

7. Marítima (Participação especial: Pélico): A ideia era fazer uma brincadeira com aquela caretice da família Caymmi ou coisa assim. No meio do caminho parecia que eu falava sobre a instituição da revolução do proletariado dando um kick no establishment, mas no fim das contas deve ser só uma canção sobre amor-próprio usando a analogia dessa coisa portuária.

8. Ah, é? Ah, tá.: Aquele toque de niilismo e fobia social que todo mundo tem, somado a canseira dos papinhos classe média clichês, ou até mesmo qualquer papinho desses sobre si mesmo que ninguém se interessa vieram parar nessa canção. Daí o eu-lírico sugere o “rock and roll” como solução prática e preguiçosa. Aquelas conversas de quem não tá a fim de nada com quem quer coisa nenhuma.

9. Let me Enjoy Myself (participação especial: Tulipa Ruiz): Em casal, sempre se discute a instituição do casal. É claro que é sempre um que se coloca na missão de chamar a atenção para a relação e o outro que acaba se colocando na missão fazer-se de durão, não dar o braço a torcer, fingir que não ouviu, simplesmente não ouvir, etc. Uma canção para casais que precisariam de espaço.


10. Lembra?: Uma vez eu vi aquele VJ Rafa da MTV e me perguntei “Será que alguém lembra desse cara?”. Daí eu imaginei o dia a dia de ex-estrelas do showbussines encontrando pessoas que, no trato, ficam se perguntando “quem é mesmo esse cara?” e a celebridade esquecida vive numa constante missão de reconhecimento alheio, sem saber se aquela pessoa que o está encarando o achou interessante, atraente, ou só está tentando lembrar-se quem raios é aquela figura. Dada toda a tristeza que cerca esse tipo de cotidiano, vem a faixa título do CD, saudando melancolicamente o limbo da fama.

11. Lixo: Todas as mamães têm que dar um parecer aos filhos quando estes começam a querer entender tudo e deparam com a realidade dos moradores de rua “lixófagos”, esses verdadeiros heróis da sobrevivência e da marginalização. É claro que numa manobra de evitar o terror psicológico, todas as mamães acabam dizendo que é normal, que tem muita gente nessa situação, que a vida é dura e que o filho tem que estudar muito pra não virar um comedor de lixo ou algo desse tipo. Pra essa, que deve ser uma das piores das histórias que se conta a uma criança, fiz essa valsinha meio canção de ninar, como um “Bicho Papão” dos tempos modernos.

12. Ruim: Sobre uma simples e repentina constatação de que não se ama mais. Toda a dor e todo o alívio que isso traz vai pra dentro da canção que aparece com uma estética perturbadora e depois afrouxa, como toda a dor de amor que passa.

13. A Menina Careca (participação especial: Leo Cavalcanti): Aconteceu que o pai de um amigo meu estava morrendo de câncer no pâncreas e as chances de remissão eram mínimas. Esse amigo foi atrás de curas alternativas e encontrou um doutor que tinha feito diversas experiências com a fosfoetanolamina, mas em determinada parte da pesquisa foi ameaçado de morte pela indústria farmacêutica e saiu fugido pra Bahia. Com essa história entalada na garganta, escrevi sobre a situação da pessoa com câncer, acuada pela vida e explorada financeiramente, emocionalmente, marketeiramente e vários “ente” por diversos setores da nossa sociedade maluca.

14. Informação (participação especial: Maurício Pereira): Da terrível ideia de não saber onde está a verdade dentro de uma imprensa cada vez mais cúmplice do lucro vem essa canção de violão caipira, apresentando o clima bucólico do personagem matuto do interior do Brasil que canta com lamento a constatação de que a verdade não está mais em lugar nenhum. Como se sabe, o pessoal acredita muito em jornal, questiona pouco, então imagina como deve ser difícil perder a fé em um negócio desses, né.
 
assessoria de imprensa:

sete8 inteligência musical

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

THIAGO PETHIT LANÇA SEGUNDO DISCO, “ESTRELA DECADENTE”, EM SHOWS EM RECIFE, SÃO PAULO, BELO HORIZONTE E PORTO ALEGRE


Com produção de Kassin e participações de Mallu Magalhães e Cida Moreira, álbum autoral traz letras em português e inglês, parceria com Hélio Flanders e versão de “Surabaya Johnny”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill.

Com estreia dia 22 de setembro, em Recife, no festival No Ar: Coquetel Molotov, a turnê "Estrela Decadente" já tem shows confirmados em São Paulo (06/10 na Choperia do SESC Pompeia), Belo Horizonte (27/10 no Granfinos) e Porto Alegre (06/12 no Beco)

No palco, Pethit se apresenta acompanhado por sua banda, formada por Guga Machado (bateria e percussão), Camila Lordy (piano, acordeon e percussão), Pedro Penna (violão, ukulele e guitarra) e Ana Elisa Colomar (cello, flauta transversal e clarinete).

Álbum está disponível na íntegra no site thiagopethit.com
                                            
Boca borrada de batom, que sustenta ao canto o final de um cigarro, e olhos velados por uma tarja-título em escaldantes letras douradas (técnica gráfica luxuosa conhecida, não por acaso, como hotstamp). Assim, Thiago Pethit ilustra a capa de “Estrela Decadente”, seu segundo disco, totalmente independente e disponível na íntegra para download. Com nove faixas, sendo oito autorais e uma versão de “Surabaya Johhny”, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, o álbum produzido por Kassin inaugura novos e mais amplos lugares para a música de Pethit.

Se em seu álbum de estreia, “Berlim, Texas” (2010), o compositor encontrava o tom de sua voz e situava-se em um ponto particular do mapa-múndi, no segundo trabalho perder-se por aí para correr perigo. Para acompanhá-lo,elege como seu bande à part, além deKassin e dos músicos Stephan San Juan, Pedro Penna e Camila Lordy; a dama  indigna Cida Moreira, que encarna a versão madura da mocinha de Brecht e Weill; a musa Mallu Magalhães, que leva sua doçura para “Perto do Fim”, e a diva Renata Bastos, sua Candy Darling da noite paulistana. Elenco reunido também em ensaio inspirado nos murais fotográficos do americano Richard Avedon, clicado por Gianfranco  Briceno. As imagens renderam o poster encartado no álbum e uma série de posteres que estará à venda nos shows da turnê.

Uma ode cintilante e suntuosa à decadência, o novo álbum atualiza o cabaré de Pethit, que, ao lado do produtor musical Kassin e do diretor dearte Pedro Inoue, constrói um discurso estético contundente. Em “Estrela Decadente”, Pethit assume voz, postura e sentimentos da persona que permeia toda a produção, um dândi que se apresenta frontalmente, também em discursonarrativo, na faixa “Dandy Darling”, parceria com Rafael Barion. Mas, mais do que nas letras, compostas ora em português, ora em inglês ou em ambas as línguas, as mensagens surgem nas escolhas estéticas, uma marca do artista que neste segundo álbum tornam-se quase uma obsessão.

Na maioria das faixas, as influências sonoras passeiam por referências dos anos 1930 e 1960, contemporaneizadas por programações com samples, loops e ruídos digitais que se misturam aos outros instrumentos. Aaura rock n` roll envolve faixas como “Moon”, “Dandy Darling”, “Devil in Me” e a faixa-título, inspirada na atriz Greta Garbo. Todo autoral, com exceção de “Surabaya Johnny”, o disco retoma parceria com Helio Flanders em “Devil in Me”. Com introdução de piano melotron, que anuncia o mantra demoniaco em clima dramático de filme noir, a faixa bluesy traz vocais sensuais que flertam com a psicodelia. Uma raridade, o melotron de 1960 conservado no estúdio do produtor Apolo 9, é o mesmo usado nos discos dos Mutantes.
Faixa mais crua do disco, “Haunted Love”, traz arranjo marcado por voz, batida de sapato no chão e um grandioso coro, que remete aos grupos vocais dos anos 1950 1960. Única faixa gravada quase que inteiramente ao vivo, teve coro e voz principal captados ao mesmo tempo em cabines diferentes.

A escolha de uma canção de Brecht e Weil para fechar o disco é emblemática. Referência para obras de artistas comoDavid Bowie, Lou Reed, Nick Cave e Tom Waits, os autores alemães se mostrambastante atuais e provocativos. “Surabaya Johnny”, única regravação do disco, é uma canção de amor da peça teatral de cabaréHappy End, de 1929.Conta a história de uma garota de 16 anos que, iludida por um marinheiro, élevada por ele até Surabaya, uma ilha da Indonésia, onde é cruelmente abandonada. O arranjo se distancia da realidade e traz Pethit como a garota ingênua na juventude e Cida como a mesma garota anos depois, sozinha em Surabaya.

O projeto gráfico tem direção de arte e design de Pedro Inoue, diretor criativo da revista canadense AdBusters que tem em seu currículo capas de discos de David Bowie e Jamie Cullun. A arte visual de "Estrela Decadente" é inspirada em figuras icônicas como Andy Warhol, James Dean e Greta Garbo.

Sobre Thiago Pethit

O disco de estreia de Thiago Pethit, “Berlim, Texas” (2010), traz onze faixas, todas autorais, com produção de Yury Kalil (Cidadão Instigado) e direção artística de Jackson Araújo. No primeiro álbum, antecedido pelo o single “Fuga No 1” (2009) e pelo EP “Em Outro Lugar” (2008), a construção musical acompanha a simplicidade das letras confessionais e diretas, em português, inglês ou francês, que fogem de rimas elaboradas etermos rebuscados. Com performances acústicas em que todos os instrumentos são tocados analogicamente pelos músicos no estúdio, sem interferências de bases eletrônicas, ruídos foram registrados propositalmente pelos microfones no disco.

Com formação em artes cênicas, Pethit estudou canto e composição em Buenos Aires e Paris. A transição do teatro para a música é definitiva para o desenho de seu estilo musical, que resgata elementos do universo do cabaré alemão dos anos 1930, com foco em autores/ compositores como Bertolt Brecht e Kurt Weill.

A estreia musical de Pethit no palco, para apresentar oficialmente suas canções, foi no Studio SP, em 2008, na abertura do show do compositor folk norte-americano Bonnie Prince Billy (Will Oldham). Depois de uma temporada de shows lotados na casa, o cantor abriu os shows de Jens Lekman, no projeto Invasão Sueca. Desde o lançamento de seu disco de estreia ganhou o prêmio Aposta MTV no VMB 2010 e levou seu show a  diversas cidades brasileiras e a países como Argentina e Portugal. Em 2011, participou do disco de Rodrigo Leão, fundador de uma das bandas portuguesas de maior projeção mundial, Madredeus. Além de gravar com o compositor, Pethit excursionou com o projeto de Leão, que já contou com nomes como Beth Gibbons (Portishead) e Stuart Stapples (Tindersticks).



FICHA TÉCNICA “ESTRELA DECANDENTE”Gravado entre Rio e São Paulo entre abril e maio de 2012.

1 - Pas de Deux
Letra e música: Thiago Pethit
Piano de tachinha: Camila Lordy
Baixo: Kassin
Bateria e Percussão: Stéphane San Juan
Trombones: Marlon Sette

2 - Moon
Letra e Música Thiago Pethit
Piano de tachinha e Melotron: Camila Lordy
Guitarra e Baixo: Kassin
Bateria e Percussão: Stéphane San Juan
Estalos: MarcioArantes

3 - Dandy Darling
Letra: Thiago Pethit e Rafael Barion.
Música: Thiago Pethit
Vozes: Thiago Pethit
Guitarras e Baixo: Kassin
Piano: Camila Lordy
Bateria e Percussão: Stéphane San Juan

4- Perto do Fim
Letra eMúsica: Thiago Pethit
Vozes: ThiagoPethit e Mallu
Guitarras, Baixo, Piano e Bateria: Kassin
Percussão: Stéphane San Juan

5 - So Long, New Love
Letra e Música: Thiago Pethit
Voz principal: Thiago Pethit
Coro: Camila Lordy, Marcio Arantes, Pedro Penna e Vitor Patalano
Guitarra e Baixo: Kassin
Piano , Melotron e Harmônio: Camila Lordy
Bateria e Percussão: Stéphane San Juan

6 - Estrela Decadente
Letra e Música: Thiago Pethit
Vozes: Thiago Pethit
Guitarra: PedroPenna Baixo: Kassin
Orgão Farfisa: Marcio Arantes
Bateria: Stéphane San Juan
Percussão: Guga Machado

7 - Haunted Love
Letra e Música: Thiago Pethit
Voz principal: Thiago Pethit
Coro: Camila Lordy, Marcio Arantes, Pedro Penna e Vitor Patalano.
Guitarra e Sapato: Kassin

8 - Devil in Me
Letra: Thiago Pethit e Helio Flanders.
Música: Thiago Pethit
Voz principal: Thiago Pethit
Coro: Camila Lordy e Pedro Penna
Guitarra: PedroPenna
Baixo: Kassin
Melotron: Camila Lordy
Bateria e Percussão: Stéphane San Juan

9- Surabaya Johnny
Letra e Música: Bertolt Brecht e Kurt Weill
Vozes: Thiago Pethit e Cida Moreira
Piano de tachinha e Melotron: Camila Lordy
Guitarras: Pedro Penna
Baixo: Kassin
Bateria e Percussão: Stéphane San Juan
Trombones: Marlon Sette
Harpa: Thiago Pethit

FAIXA A FAIXA

1- Pas de Deux
Uma espécie de charleston desacelerado e moderno com elementos digitalizados, pontuado por piano de tachinhas igual aos de saloon dos anos 1930.Todas as vozes, principal e coro, são de ThiagoPethit.

2 - Moon
Mistura o piano antigo de tachinhas dos saloons com guitarra suja e bateria. O refrão em ingles, cantado em falsete apenas por Thiago Pethit em aberturas de voz, diz: "Pode ser em breve, meu coração muda com a lua".

3 - Dandy Darling
Embora seja bastante influenciada pelo universo de Andy Warhol e textos de Charles Baudelaire, a letra é bastante pessoal.

4- Perto do Fim       
A canção sessentista, bilíngue, tem participação de Mallu Magalhães. “Um dia, Mallu disse que deveríamos cantar algo do Gainsbourg juntos e eu entãorevelei que já tinha uma música para ela no meu novo disco. Foi lindo assistir e escutar as gravações. Parecia muito natural pra ela, como se a música fosse de sua composição, tomando a melodia e brincando com os tempos numa interpretação tão triste. A presença da Mallu tem qualquer coisa de inexplicável. “, conta Pethit.

5 - So Long, New Love
A balada em inglês, que quase foi intitulada “Song for a Dark Summer”', incorpora elementos obscuros à surf music com sonoridade inspirada nos arranjos grandiosos de Phil Spector nos anos 1960. A canção circulou na TV e internet em 2011, em um filme publicitário.

6 - Estrela Decadente
Rock sessentista, com letra em português e inglês, influenciado por Nancy Sinatra, no clima fossa de Nora Ney, e pelo ícone dos anos 1930 Greta Garbo. Anarrativa brinca com uma superstar em declínio ao mesmo tempo em que é uma espécie de carta suicida.

7 - Haunted Love
“É uma canção de amor, pessoal, confessional e que poderia ter saído de um diário se não fosse pela dor das palavras e vivências sentimentais. Aqui, o amor não tem nada de ingênuo e juvenil, é uma ferida grave. Foi a gravação de voz mais tocante que eu tive em estúdio. Fiquei realmente emocionado junto ao coro que parece cantar um grito de lamento em alguns momentos. Minha voz e respiração, oscilam o tempo todo.” , relata Pethit

8 - Devil in Me
Acanção, quase um mantra ou uma ode ao diabo, é uma parceria com Helio Flanders. Confessional, fala sobre estar apaixonado e enlouquecido..

9- Surabaya Johnny
“A Cida foi a primeira brasileira que eu ouvi cantando esta canção. E desde então, é a melhor versão de todas as que conheço. Sem pretensão de querer transformar Brecht em qualquer outra coisa, apenas assumimos que é uma música difícil eestranha e não tinhamos a intenção de facilitá-la ou torná-la mais pop mas sim, irônica. Acreditei que era necessário um tom de ironia, que não desrespeitasse os sentimentos da música, mas que fosse divertido pra mim e pra Cida. Que fosse uma maneira de celebrar nossoencontro e arriscarmos uma criação em conjunto. Ao final, caímos na gargalhada e isso está registrado ao fim da faixa, encerrando o disco.”, conta Pehit
assessoria deimprensa:

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Ana Laura Malmaceda
Fernanda Couto




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

NATURA APRESENTA: TULIPA RUIZ LANÇA SEGUNDO DISCO “TUDO TANTO” EM TURNÊ NACIONAL

 
Com produção de Gustavo Ruiz, arranjos de cordas  e sopros de Jacques Mathias, álbum selecionado no Edital Nacional 2011 do Natura Musical, traz onze faixas, incluindo parceria com Criolo, com participações de Lulu Santos, São Paulo Underground, Daniel Ganjaman, Kassin e Rafael Castro

Turnê de lançamento passa por cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Brasília

Disco está disponível na íntegra para download no site oficial de Tulipa


Dois anos depois de lançar seu disco de estreia “Efêmera”, Tulipa Ruiz apresenta “Tudo Tanto”, no qual assina, sozinha ou com parceiros, todas as onze faixas. Com produção de Gustavo Ruiz e arranjos de cordas e sopros de Jacques Mathias, o trabalho foi selecionado no Edital Nacional 2011 do Natura Musical. A turnê de lançamento estreia em Salvador, no Teatro Castro Alves, e tem shows confirmados em São Paulo, no Auditório Ibirapuera; Rio de Janeiro, no Circo Voador; Curitiba, no SESC da Esquina e Porto Alegre, no Teatro Opinião; Brasília, no Teatro Oi Brasília. Nos palcos das seis cidades, Tulipa se apresenta com sua banda formada por Gustavo Ruiz (guitarra), Luiz Chagas (guitarra), Marcio Arantes (baixo) e Caio Lopes (bateria) acompanhada ainda por um trio de cordas com viola, violino e viloncelo e por Juliana Perdigão no clarone e clarinete.

Em “Tudo Tanto”, a cantora está ainda mais vigorosa e à vontade. Tulipa explora novos caminhos em sua extensão vocal, experimentados e aperfeiçoados no palco no intervalo entre os dois registros em estúdio. Sua voz navega com segurança tanto em tons mais graves quanto em agudos extremos, desenhando melodias sinuosas. Suas composições amadureceram, em termos de texto e temática, sem abandonar o humor e a irreverência do trabalho anterior.

No novo disco, sua voz interfere nas bases e nos arranjos, mostrando-se lírica e catártica, em faixas como “Like This” (parceria com Ilhan Ersahin, do Wax Poetic); interage aguda com as cordas de “Desinibida” (parceria com Tomás Cunha Ferreira, da banda portuguesa Os Quais); e surge potente em “Víbora”, com letra escrita em parceria com Criolo (que aumenta a dramaticidade da canção com sussuros e risadas ácidas). Seus vocais, ora soam como metais, como em “É”, ora soam como beats, caso da dançante “Expectativa”, que Tulipa canta com Rafael Castro.

A vocação pop da compositora conquistou o ícone do gênero, Lulu Santos, que endossou a radiofônica “Dois Cafés” com sua voz e guitarra slide. Em “Quando Eu Achar”, um coro masculino entoa, bem-humorado, os versos aliterados “paro para procurar/ para me preparar/ para nunca parar”. O experimentalismo ganha força no longo final instrumental de “Desinibida” e em faixas como “Víbora” – que ganhou arranjo de cordas cinematográfico de Jacques Mathias e guitarra venenosa de Luiz Chagas - atingindo seu ponto alto em “Cada Voz”, com a participação do quarteto São Paulo Underground - (Guilherme Granado, Maurício Takara, Richard Ribeiro e o norte-americano Rob Mazurek).

Última música do disco, “Cada Voz” já fazia parte do repertório da turnê de “Efêmera”, e nesta versão sofisticada a tensão crescente explode com a guitarra de Gustavo Ruiz e o trompete de Mazurek. “Parece que a música nasceu para ser tocada por esta formação. Poucos caras sabem fazer música respeitando o silêncio e a respiração como o São Paulo Underground.”, conclui Gustavo.

Considerado um produtor musical hábil e inventivo, a partir do elogiado disco “Efêmera”, Gustavo toca em todas as faixas e assina com a irmã sete das onze canções do álbum. A banda base de Tulipa é formada por Marcio Arantes (baixo), Caio Lopes (bateria), Gustavo Ruiz (guitarra, baixo e violão) e Luiz Chagas (guitarra). O grupo, que acompanha a cantora em suas enérgicas apresentações ao vivo, toca na maioria das faixas do segundo álbum. Além da formação paulistana, Tulipa contou em “Tudo Tanto” com o núcleo carioca Chocotones, formado pelos músicos Kassin, Stephane San Juan, Alberto Continentino e Donatinho. Ao lado de Gustavo Ruiz, a banda criou e executou os arranjos debase de “Desinibida”, “Script” e “Expectativa”.

Jacques Mathias é o responsável pelos requintados e inovadores arranjos de cordas e madeiras do disco, executados por Pedro Mibielil (violino), Fernanda Monteiro (violoncelo), Daniel Pires (viola), e Juliana Perdigão (clarone, clarinete e flauta). E agora, como anunciam os últimos versos da faixa que encerra "Tudo Tanto", "A orquestra já tocou/ O maestro até se despediu/ Todos querem ver você cantar".

Para a Natura, Tulipa Ruiz é uma das cantoras mais emblemáticas da cena contemporânea. Com seu segundo álbum, poderá reforçar sua presença nesse cenário. “Levar esse novo repertório para as cinco regiões do país com a turnê patrocinada pelo Natura Musical é dar a oportunidade para que mais pessoas conheçam o trabalho e a excelência artística de Tulipa. Acreditamos que ela pode inspirar outros projetos e novos artistas pelo Brasil”, destaca Karen Cavalcanti, gerente de marketing institucional da Natura.

SOBRE TULIPA RUIZ
O primeiro álbum de Tulipa, “Efêmera”, foi considerado o melhor disco de 2010 pela revista Rolling Stone, um dos melhores do ano pelo jornal O Globo e um dos melhores da década pela Folha de S. Paulo, que também elegeu seu lançamentocomo o show do ano. A música que dá título ao disco faz parte da trilha sonora do FIFA 2011, um dos videogames mais populares do planeta. O sucesso do álbum ainda rendeu a Tulipa o título de melhor cantora de 2011 no Prêmio Multishow pelo jurí especializado, além de uma indicação como artista revelação no VMB do mesmo ano. “Só Sei Dançar Com Você”, faixa do primeiro disco, é trilha sonora de uma das protagonistas da novela “Cheias de Charme”, da TV Globo.

Além dos mais de 150 shows realizados por todo o Brasil, com lotação esgotada, acantora se apresentou sete vezes no exterior. Participou do festival belga Europalia e levou seu show a países como Inglaterra, Itália, Portugal, França, Dinamarca, Argentina, Colômbia e Estados Unidos. Na Inglaterra, seu álbum ganhou crítica positiva no The Guardian, um dos mais importantes jornais dopaís. “Tulipa (…) tem todos os ingredientes para ser a próxima grande celebridade do Brasil, graças a suas canções e sua poderosa presença de palco”, analisou o jornalista Robin Denselow. O disco “Efêmera” ainda foi eleito pelo jornal britânico The Independent um dos melhores álbuns de 2011. Nos Estados Unidos, Tulipa contou com a presença, na plateia, de David Byrne, que declarou algumas vezes para a imprensa que Tulipa é uma das cantoras brasileiras da nova geração que mais chama sua atenção.

Tulipa já dividiu o palco com nomes como Milton Nascimento, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes, Lenine, Nação Zumbi (Rock in Rio 2011) e a cubana Yusa. Filha de Luiz Chagas, guitarrista da histórica banda Isca de Polícia de Itamar Assumpcão, e irmã de Gustavo Ruiz.

SOBRE GUSTAVO RUIZ

Guitarrista das bandas de Tulipa Ruiz e Vanessa da Mata, Gustavo produziu quatro álbuns e um EP: os dois discos de Tulipa, “Efêmera” e “Tudo Tanto”; “Nave Manha”, da Trupe Chá de Boldo; o disco de estreia da cantora Juliana Kehl e o EP do cantor e compositor Junio Barreto, ao lado de Alfredo Belo. Também arranjou e tocou guitarra no disco “Bicicletas, Bolos e Outras Alegrias”, da cantora Vanessa da Mata.

Músico autoditada, Gustavo estreou profissionalmente em 1998, acompanhando Itamar Assumpção no show “Itamar, Denise  Assumpção e Jorge Mautner, cantam Noel Rosa”. Ao lado de Anelis Assumpção, Andreia Dias e Iara Rennó, fundou a banda Donazica, com a qual gravou dois discos. Colaborou como instrumentista em discos de nomes como Junio Barreto, Mariana Aydar, Cristina Buarque, Heather (UK), Ortinho e Banda Glória. Tocou na banda Trash Pour 4, que teve seu primeiro disco Recycle vol. 1 (MCD) indicado ao prêmio TIM 2005 na categoria “Melhor Disco em Língua Estrangeira”. Gustavo Ruiz toca violão, guitarra, bandolim, banjo e cavaco e compõe trilhas sonoras para cinema, espetáculos de dança e publicidade.

SOBRE JACQUES MATHIAS
O arranjador e produtor nasceu em São Lourenço, iniciou os estudos de violão popular e erudito aos 14 anos e atua como produtor de trilhas de cinema e publicidade para emissoras norte-americanas. Suas incursões na música popular incluem produções e arranjos para artistas como Milton Nascimento, Lenine e ToninhoHorta. Antes de colaborar em “Tudo Tanto”, Mathias já havia feito o arranjo da faixa “Lithium”, no disco “Super Duper”, da banda Trash Pour 4, integrada por Gustavo Ruiz.

SOBRE O PROGRAMA NATURA MUSICAL
É o Programa de apoio à cultura brasileira da Natura com foco em música, que atua por meio de diferentes frentes, como os Editais Públicos, que visam selecionar projetos de diferentes formatos e estágios da produção cultural por meio das Leis Rouanet ou do Audiovisual; a Seleção Direta, que contempla propostas adequadas ao conceito do programa e de grande relevância e inovação, sem a obrigatoriedade das leis de incentivo; as Turnês Nacionais de artistas reconhecidos do grande público e da crítica especializada e os Festivais. Lançado em 2005, o Programa beneficiou projetos de diferentes estágios e processos da música brasileirapatrocinando mais de 170 projetos em todas as edições de edital público e seleção direta. Ao todo, 17 estados das cinco regiões do Brasil foram contemplados e mais de 600 mil pessoas beneficiadas. Saiba mais no portal www.naturamusical.com.br ou nas redes sociais do programa no Facebook, Twitter e Youtube.

SOBRE A NATURA
A Natura é a maior fabricante brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza e líder no setor de venda direta no Brasil, com uma receita anual superior a R$ 5,5 bilhões. Sediada em Cajamar, São Paulo, a companhiaconta com quase 7 mil colaboradores, que atuam nas operações do Brasil, Argentina, Chile, México, Peru, Colômbia e França.

O desenvolvimento sustentável orienta a maneira de a empresa fazer negóciosdesde sua fundação em 1969. A paixão pelas relações fez a companhia adotar avenda direta como modelo de negócios e atualmente reúne mais de 1,435 milhão de consultoras, sendo 1,179 milhão no Brasil e cerca de 256 mil no exterior, que disseminam a proposta de valor da empresa aos consumidores.

Para a Natura, inovação é um dos pilares para o alcance deste desenvolvimento sustentável. No ano passado, destinou R$ 146,6 milhões e lançou 164 itens, atingindo um índice de inovação, percentual da receita proveniente de produtos lançados nos últimos 2 anos, de 64,8%.


Serviço disco "Tudo Tanto":


Natura apresenta Tudo Tanto de Tulipa Ruiz
Preço médio: R$ 25
Distribuição Nacional
Patrocínio: Natura Musical

Shows de lançamento "Tudo Tanto" l Natura Musical:

SALVADOR

TEATRO CASTRO ALVES
30/08 (QUINTA-FEIRA)

Praça Dois de Julho,s/n
Telefone: (71) 3535 0600

SÃO PAULO
AUDITÓRIO IBIRAPUERA
07/09 e 08/09 (SEXTA E SÁBADO)

Av. Pedro Alvares Cabral, s/n
Telefone: (11) 3629 1075

RIO DE JANEIROCIRCO VOADOR
15/09 (SÁBADO)

Rua ds Arcos, S/N – Lapa
Telefone: 21 2533 0254

PORTO ALEGRE
OPINIÃO
19/09 (QUARTA-FEIRA)

Rua José do Patrocínio, 834
Telefone: 51 8401 0104

CURITIBASESC DA ESQUINA
21/09 (SEXTA-FEIRA)

Rua Visconde do Rio Branco, 969
Telefone: 41 3304 2222

BRASÍLIA

TEATRO OI BRASÍLIA
04/10 e 05/10 (QUINTA E SEXTA-FEIRA)

SHTN Trecho 1, Conj. 1B, Bloco C
Telefone: 61 3424 7121

Mais informações à imprensa:

assessoria de imprensa Tulipa Ruiz
sete8 inteligência musical
+ 55 11  2533 5404
Fernanda Couto
Gabriela Soutello
twitter: @sete8

assessoria de imprensa Natura Musical

Marra Assessoria de Comunicação Ltda.
+55 11 3258 4780
Paulo Marra 

Luciano Pereira
 
Aline Peralta 


FICHA TÉCNICA “TUDO TANTO”
PRODUÇÃO GUSTAVO RUIZ
GRAVADO NOS ESTÚDIOS NACENA E CIA DOS TECS EM ABRIL DE 2012
MIXADO NO ESTÚDIO EL ROCHA POR FERNANDO SANCHES
MASTERIZADO NO ESTÚDIO MAGIC MASTER

1- É (Tulipa Ruiz)
Marcio Arantes (baixo)
Caio Lopes (bateria e bombardino)
Luiz Chagas (guitarra)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Dudu Tsuda (moog e elka)
Fernanda Monteiro (violoncelo)
Juliana Perdigão (clarinete e flauta)
Pedro Mibielli (violino)
Daniel Pires (viola)
Stephane San Juan (xique-xique)
Jacques Mathias (arranjo de cordas e madeiras).

2- OK (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz)
Marcio Arantes (baixo)
Caio Lopes (bateria)
Luiz Chagas (guitarra slide)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Guilherme Granado (marimba)
Fernanda Monteiro (violoncelo)
Juliana Perdigão (clarone)
Pedro Mibielli (violino)
Daniel Pires (viola)
Stephane San Juan (maracas)
Jacques Mathias (arranjo de cordas e madeiras).

3- QUANDO EU ACHAR (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz)     
Marcio Arantes (baixo)
Caio Lopes (bateria, pandeirola e bombardino)
Luiz Chagas (guitarra)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Bruno Buarque (conga, shaker e chapa)
Dudu Tsuda (moog e elka)
Alejandro López, Caio Lopes, Fabiano Boldo, Éric Yoshino, Fernando Butrico, Frederico Siewerdt, Guilherme Diniz, Gustavo Simões, Luiz Chagas, Márcio Arantes, Marko Mello, Nuno Rodrigues, Otávio Jandé, Rafael Castro, Tiago Assolini (coro)

4- LIKE THIS (Ilhan Ersahin/ Tulipa Ruiz)    
Marcio Arantes (baixo, piano e coro)
Caio Lopes (bateria, pandeirola e coro)
Luiz Chagas (guitarra)
Gustavo Ruiz  (guitarra e coro)
Daniel Ganjaman (synth)

5- DESINIBIDA (Tulipa Ruiz/ Tomás Cunha Ferreira)   
Alberto Continentino (baixo)
Stephane San Juan (bateria)
Kassin (guitarra, lap, steel)
Donatinho (teclado)
Gustavo Ruiz (violão)
Bruno Buarque (shaker)
Fernanda Monteiro (violoncelo)
Juliana Perdigão (clarinete)
Pedro Mibielli (violino)
Daniel Pires (viola)
Jacques Mathias (arranjo de cordas e madeiras).

6- SCRIPT (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz)      
Alberto Continentino (baixo),
Stephane San Juan (bateria e percussão)
Kassin (guitarra)
Donatinho (Rhodes, synth)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Dudu Tsuda (moog e elka)
Rafael Castro (guitarra)

7- DOIS CAFÉS (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz)
Participação especial Lulu Santos (guitarra slide e voz)
Marcio Arantes (baixo)
Caio Lopes (bateria)
Luiz Chagas (guitarra)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Dudu Tsuda (moog e elka)
Stepane San Juan (agogô)
           
8- EXPECTATIVA (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz)      
Alberto Continentino (baixo)
Stephane San Juan (bateria e percussão)
Kassin (guitarra)
Donatinho (Rhodes, synth)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Rafael Castro  (voz)

9- BOM (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz )          
Guilherme Calzavara (bateria e shaker)
Marcio Arantes (baixo, clavinete e programações)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Luiz Chagas (guitarra)
Fernanda Monteiro (violoncelo)
Juliana Perdigão (clarone e flauta)
Pedro Mibielli (violino)
Daniel Pires (viola)
Jacques Mathias (arranjo de cordas e madeiras).

10- VÍBORA (Tulipa Ruiz/ Criolo/ Gustavo Ruiz/ Luiz Chagas/ Caio Lopes)
Criolo (sussurros)
Márcio Arantes (synth)
Gustavo Ruiz (baixo)
Caio Lopes (bateria e bombardino)
Luiz Chagas (guitarra)
Fernanda Monteiro (violoncelo)
Juliana Perdigão (clarinete)
Pedro Mibielli (violino)
Daniel Pires (viola)
Stephane San Juan (pandeirola e guizo)
Jacques Mathias (arranjo de cordas e madeiras).

11- CADA VOZ (Tulipa Ruiz)
Márcio Arantes (baixo)
Gustavo Ruiz (guitarra)
Richard Ribeiro (bateria)
Guilherme Granado (marimba)
Rob Mazurek (trompete)
Maurício Takara (synth)


“TUDO TANTO”  FAIXA A FAIXA POR TULIPA E GUSTAVO RUIZ


1. É (Tulipa Ruiz)
TULIPA

Fiz essa música a partir da idéia de que estamos em processo e de que o amor deve respeitar esse movimento. O movimento das mudanças, da individualidade de cada um e das parcerias e uniões dentro desse turbilhão de coisas que somos.

GUSTAVO
A partir de um rascunho feito pela Tulipa já com todas as idéias do que seria o arranjo vocal da música, nasceu a harmonia desta canção. Com o arranjo de base composto pela banda (Caio, Marcio, Gustavo e Chagas), acrescentamos os synths do Dudu Tsuda, o shaker do Stephane San Juan e o  arranjo de cordas com contrapontos levemente orientais escritos pelo Jacques Mathias.

2. OK (Tulipa Ruiz/ Gustavo Ruiz)
TULIPA
Meu avô vivia falando para minha avó “você tem tudo para ser perfeita, só falta um pouquinho”. Achava isso engraçado mas ela se irritava muito com esse elogio torto.  A gente se preocupa muito com que os outros pensam da gente. E as pessoas sempre irão projetar coisas em nós. A idéia da música é essa. Fiz a melodia e o começo da harmonia, mostrei para o Gustavo e continuamos a música juntos.

GUSTAVOO arranjo de base desta música foi o pontapé inicial para o pizzicato das cordas escrito pelo Jacques Mathias. A música conta com a participção do músico Stephane San Juan nas maracas. O arranjo de base foi composto pela banda da Tulipa (Caio, Márcio, Gustavo e Chagas). Gravamos a guitarra do Chagas com um slide e um phaser. Embora o arranjo não soe extamente brasilianista a levada de bateria do refrão faz referência a um jeito de tocar samba criado pelo músico Luiz Carlos Batera nos anos 1970.

3. QUANDO EU ACHAR (Tulipa Ruiz/Gustavo Ruiz)
TULIPA

Comecei essa música com o Gustavo antes do disco. A gente gostava dela, mas faltava alguma coisa, o que combina muito bem com otítulo da música. Durante o processo de composição do disco, ela veio com força total durante os ensaios e entrou para o repertório.

GUSTAVO
Essa música tem um elemento novo e inesperado no arranjo: O baterista Caio Lopesgravou bombardino na canção, um instrumento de sopro que fica entre um trombone e uma tuba. Gravamos um coro masculino com dezesseis vozes. Foi a banda da Tulipa que fez o arranjo de forma coletiva, contamos com as participações dos músicos: Bruno Buarque na percussão e do músico Dudu Tsuda no Synth.

4. LIKE THIS (Tulipa Ruiz/ Ilhan Ersahin)
TULIPA

Fui convidada pelo americano Ilhan Ersahin a participar de um show de seu projeto Wax Poetic, que veio de Nova York para fazer uma série de shows no Brasil. Ele me mandou uma base nervosa e pediu para eu compor algo em cima.Acabei contando uma história nervosa também.

GUSTAVO
Tulipa criou uma melodia muito interessante sobre uma base enviadapelo Ilhan Ersahin. Rearmonizei o refrão e gravamos uma base bem suja. A música tem dois elementos novos no arranjo: Piano tocado pelo Márcio Arantes e o coro composto pelos músicos Caio Lopes, Márcio Arantes e Gustavo Ruiz. O arranjovocal masculino faz fererência à banda Beach Boys.

5. DESINIBIDA  (Tulipa Ruiz/Tomás Cunha Ferreira)
TULIPA

Sou muito fã de Os Quais, banda portuguesa do músico Tomás Cunha Ferreira. Quando o conheci em Lisboa, descobri que ele também gostava do meu trabalho e que tínhamos muitos músicos amigos em comum. Tomás me prometeu mandar alguma música para terminar e assim fez. Me enviou por e-mail e quando ouvi, durante o processo de composição do disco, a letra veio num estalo, como se a música fosse o cenário perfeito para a personagem que surgiu. Uma mulher que caminha pela vida deliciosamente, saboreando descabidamente cada segundo de seu presente.

GUSTAVO

A primeira música do disco gravada pelo núcleo carioca formado pelos músicos (Kassin, Stephane San Juan, Alberto Continentino e Donatinho). O arranjo de base foi composto por todos em estúdio. Depois somamos a percussão do Bruno Buarque e o arranjo de cordas e clarinete escrito peloJacques Mathias. A música é divida em duas partes a primeira a canção escrita sobre a melodia enviada por Tomas Cunha e letra criada pela Tulipa e a parte final instrumental com harmonia criada por mim. 

6. SCRIPT (Tulipa Ruiz/Gustavo Ruiz)

TULIPAGustavo deu o pontapé inicial na música e na primeira estrofe. A partir daí foi fácil rasgar seda para um benzinho imaginário.

GUSTAVOFaixa gravada no Rio. Arranjo de base composto em studio pelos músicos (Kassin, Stephane San Juan, Alberto Continentino e Donatinho). Em São Paulo, gravamos Dudu Tsuda no Synth e Rafael Castro na guitarra. Esta é minha primeira Aventura no mundo dos letristas (Devo lhe dizer que a vida é curta/ que eu amei você e amei sem culpa/ devo lhe dizer que aminha cura/ é você meu bem, é você meu bem, é você meu benzinho) 

7. DOIS CAFÉS (Tulipa Ruiz/Gustavo Ruiz)
TULIPA

Essa música foi feita durante dois cafés, um no começo da tarde e outro no fim. Ela fala sobre a batalha do cotidiano e da necessidade de leveza para não entrarmos em colapso. Quando terminamos a música achamos que a melodia tinha a ver com o Lulu Santos, que a música poderia ficar boa com a voz e a guitarra dele. Batata!

GUSTAVO
Uma honra contar com a participação do Lulu cantando e tocando guitarra slide. O Stephane San Juan deu sua contribuição gravando agogô e o Dudu Tsuda, synth. O arranjo de base foi composto pela atual banda da Tulipa em esteudio (Márcio Arantes, Caio Lopes, Luiz Chagas e Gustavo Ruiz). Pra mim foi a música mais difícil de mixar em todo disco por achar que o nosso universo e o do Lulu poderiam soar muito díspares mas a canção, sobretudo a melodia têm tanto a ver com o Lulu que isso não aconteceu. Ô Sorte! 

8. EXPECTATIVA (Tulipa Ruiz/Gustavo Ruiz)
TULIPA

É como se essa música falasse da vida durante uma festa. Desejos e vontades indagados enquanto você dança, flerta e toma umas “na expectativa de que o inesquecível aconteça”. Gustavo me mostrou a música e a letra não poderia falar de outra coisa.

GUSTAVOOutra canção gravada pelo núcleo carioca do disco (Kassin, Stephane San Juan, Alberto Continentino e Donatinho). Ela soa quase como um electro e a letra foi composta em cima dalinha do baixo. Experimentamos nessa música um coro no refrão todo recortado funcionando como um sample.

9. BOM (Tulipa e Gustavo Ruiz)TULIPAUma música para suavizar dores, traumas, perdas, desgostos, desafetos e derrotas.

GUSTAVO
A partir de um sample de bateria extraído e muito editado da música ”Love Is Strange”, da banda Wings de Paul McCartney, compus a linha de baixo e mostrei para a Tulipa que rapidamente pensou em letra e melodia. Convidamospara gravá-la em estudio o baterista Guilherme Calzavara que entendeu muito bem o espírito da canção. Somamos baixo e clarinete gravados pelo Márcio Arantes e  arranjo de cordas e clarone escrito pelo Jacques Mathias.

10. VÍBORA (Tulipa Ruiz/ Criolo/ Caio Lopes/ Gustavo Ruiz/ Luiz Chagas)
TULIPA
Começamos essa música durante o ensaio. Os meninosfizeram a harmonia toda e eu comecei a fazer letra e melodia. Empaquei no refrão, como se tivesse virado uma estátua ou tido uma cãibra. A letra estava muito forte e eu não sabia para onde ir. Precisava de alguém que me empurrasse precipício abaixo. Essa era a sensação. Foi aí que o Criolo entrou na jogada.

GUSTAVO

Uma das músicas mais complexas do disco por seu andamento lento, melodia sinuosa e a pouca harmonia. O Arranjador Jacques Mathias conseguiu dentro desse contexto, compor um arranjo completamente cinematográfico para a canção. É uma música bem crua porém densa. A composição mais coletiva do álbum. Destaco aguitarra do Chagas gravada em estéreo. Toquei baixo, Márcio Arantes Synth, Caio Lopes bateria e bombardino e o Stephane San Juan as percussões.

11. CADA VOZ  (Tulipa Ruiz)
TULIPA
Essa música existe antes do “Efêmera” e sempre a toquei nos shows. Era uma música do “ao vivo”, que se transformou nos palcos, ficou mais roqueira. Resolvi registrar essa música, tirar uma nova fotografia dela, que saiu bemparecida com a minha primeira idéia. Algo mais rítmico e menos harmônico

GUSTAVO
Quando gravamos o Efêmera em 2010, já existia a vontade de chamar o SP Underground para gravar uma faixa conosco. Por uma questão de agenda isso não aconteceu. Agora no segundo álbum conseguimos organizar essa sessão que aconteceu de forma muito fluida. Parece que a música nasceu para ser tocada por esta formação. Guilherme Granado (marimba), Richard Ribeiro (bateria) Rob Mazurek (Trumpete) Maurício Takara (Synth), Márcio Arantes (baixo) e Gustavo Ruiz (guitarra). Tocamos essa música nos shows mas a gravação feita por esta banda é o que mais se aproxima do que a letra quer dizer. Poucos caras sabem fazer música respeitando o silêncio e a respiração como o São Paulo Underground.

assessoria de imprensa Tulipa Ruiz:
sete8 inteligência musical
+ 55 11  2533 5404
twitter: @sete8
Fernanda Couto